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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Aqui estou outra vez...

Olá Amigos(as),

Após alguns meses de ausência, aqui estou outra vez.
Hoje estou melancólica. Não sei porquê. Se é do tempo, se é de mim, se é por causa das incertezas que me assolam frequentemente. Incertezas da minha vida, do meu futuro, dos meus...passo o dia a correr. Não a correr frenéticamente para um lado e para o outro, mas a correr mentalmente. Levantar cedo, já a pensar no que tenho para fazer quando chegar logo à noite a casa depois de mais um dia de trabalho cansativo. Á noite sempre a mesma rotina, fazer jantar, conseguir que o filhote coma alguma coisa de jeito (porque a comida em casa deve ter um sabor diferente que a do infantário!), pôr roupa a lavar, passar a ferro, preparar as coisas para o dia seguinte, dar de comer aos gatos sem dono que vejo por lá, etc, etc. Sei que existem milhares de mulheres como eu e se calhar a fazer mais do que eu. Mas sinto-me cansada. Pergunto-me muitas vezes: será que vale a pena andarmos a correr? Talvez não...não sei...
Estamos a chegar ao final do ano e, se fizer um balanço de 2010, acho que foi mais negativo do que positivo. O meu pai ainda não recuperou completamente da neoplasia que teve, a minha vizinha tem cancro da mama, o meu "Zequinha" partiu (tenho saudades daquele peludinho que me esperava sempre que eu chegava a casa), a "branquinha" e a filhota desapareceram. Embora eu queira acreditar que alguem as possa ter acolhido, a realidade será bem mais dura...
Espero que 2011 seja melhor (eu sei, vocês devem estar a pensar: olha esta não deve ver notícias! Então com o IVA a aumentar para 23% e já para não falar das restantes medidas de "austeridade" ainda pensa que 2011 vai ser melhor! Está bem, está!)
Deixem lá, sonhar de vez em quando também faz bem.
Beijocas e um bom fim-de-semana

segunda-feira, 20 de julho de 2009

DIÁRIO DE UM CÃO

1ª Semana:

Hoje faz uma semana que nasci! Que alegria ter chegado a este mundo!
1º Mês:
A minha mãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar!
2º Mês:
Hoje separaram-me da minha mãe. Ela estava muito inquieta e com os seus olhos disse-me adeus como que esperando que a minha nova “família humana” cuidasse bem de mim, como ela havia feito.
4º Mês:
Cresci muito rápido. Tudo chama à minha atenção. Existem crianças na casa, são como “irmãozinhos”.
5º Mês:
Hoje castigaram-me. A minha dona zangou-se porque fiz xixi dentro de casa... Mas nunca me disseram onde eu deveria fazer. E como durmo na marquise, não aguentei!
6º Mês:
Sou um cão feliz. Tenho o calor de um lar, sinto-me seguro e protegido... Creio que a minha família humana me ama muito... Quando estão a comer convidam-me também. O pátio é só para mim e eu estou sempre a fazer buracos na terra, como os meus antepassados lobos, quando escondiam comida. Nunca me educam! Seguramente porque nada faço de errado!
12º Mês:
Hoje completei um ano. Sou um cão adulto e os meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulhosos devem estar de mim!!!
13º Mês:
Como me senti mal hoje... O meu “irmãozinho” tirou-me a minha bola. Como nunca toco nos seus brinquedos, fui atrás dele e mordi-o, mas como os meus dentes estão muito fortes, magoei-o sem querer. Depois do susto, prenderam-me e quase não me posso mover para tomar um pouco de sol. Dizem que sou ingrato e que me vão deixar em observação (certamente não me vacinaram)... Não entendo o que está a acontecer.
15º Mês:
Tudo mudou... vivo preso no pátio... na corrente... Sinto-me muito só.... a minha família já não me quer... às vezes esquecem-se que tenho fome e sede e quando chove não tenho tecto para me tapar.
16º Mês:
Hoje tiraram-me a corrente. Pensei que me tinham perdoado...Fiquei tão contente que dava saltos de alegria e o meu rabo não parava de abanar. Parece que vou passear com eles. Entrámos no carro e andámos um grande bocado. Quando pararam, abriram a porta e eu desci a correr, feliz, crendo que era um dia de passeio no campo. Não entendo porque fecharam a porta e se foram embora... “Esperem!!!” – Lati. Esqueceram-se de mim! Corri atrás do carro com todas as minhas forças... a angustia aumentou ao perceber que o carro se afastava e eles não paravam. Tinham-me abandonado...
17º Mês:
Procurei em vão encontrar o caminho de volta a casa. Sento-me no caminho, estou perdido e algumas pessoas de bom coração olham-me com tristeza e dão-me de comer... Eu agradeço com um olhar do fundo da minha alma. Porque não me adoptam? Eu seria leal como ninguém. Porém apenas dizem “Pobre cãozinho, deve estar perdido.”.
18º Mês:
No outro dia passei por uma escola e vi muitas crianças e jovens como os meus “irmãozinhos”. Cheguei perto deles e um grupo, aos risos, atirou-me uma chuva de pedras – para ver quem tinha melhor pontaria. Uma dessas pedras atingiu um dos meus olhos, e desde então não vejo.
19º Mês:
Parece mentira, mas quando eu estava mais bonito as pessoas compadeciam-se mais de mim... Agora que estou mais fraco, com aspecto mudado... perdi o meu olho, as pessoas tratam-me aos pontapés quando pretendo deitar-me à sombra.
20º Mês:
Quase não me posso mexer. Hoje ao atravessar a rua por onde passam os carros, um deles atropelou-me. Pelo que sei estava num lugar seguro chamado sarjeta, mas nunca me vou esquecer do olhar de satisfação do motorista ao faze-lo. Oxalá me tivesse morto... Porém só me partiu as pernas. A dor é terrível, as minhas patas traseiras não me respondem e com dificuldade arrastei-me até uma moita de ervas completamente fora da estrada. Não me posso mover, a dor é insuportável, nunca me abandona. Sinto-me muito mal, estou num lugar húmido e parece que o meu pêlo está a cair. Algumas pessoas passam e não me vêem; outras dizem “Não te aproximes”. Já estou quase inconsciente. Porém uma força estranha fez-me abrir os olhos. A doçura da sua voz fez-me reagir. “Pobre cãozinho, como te deixaram”, dizia. Junto a ela estava um senhor de roupa branca que começou a tocar-me e disse “Minha senhora, infelizmente este cão não têm remédio que o salve, o melhor é que deixe de sofrer”.A gentil senhora consentiu com os olhos cheios de lágrimas. Como pude, mexi o rabo e olhei para ela, agradecendo por me ajudar a descansar... Senti somente a picada da injecção e dormi para sempre, pensando em porque nasci se ninguém me queria...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A VIDA...

Estou a passar uma fase na minha vida algo angustiante, quer por uma pessoa que é um dos bens mais preciosos que tenho, porque me ajudou a ser aquilo que sou hoje, a respeitar todos os seres vivos, a educação, os princípios morais entre tantas outra coisas. Alguém que eu admiro infinitamente pela postura, pela educação, por tantas coisas que hoje é raro encontrarmos numa pessoas. Quer pela minha pessoa... pois é, quando nos deparamos com um "pequeno problemazito" de saúde, tentamos não ligar...mas lá chega o dia em que não podemos arrastar mais e lá vamos nós com o coração apertadinho até à Sra. Dra. Ouvir frases do género "isso não é normal, vou mandá-la fazer um exame X para saber qual a origem o mais rápido possível". É duro. Penso no meu filho, no meu marido, pais, família, nos meus animais...Mas, não há-de ser nada. Preocupa-me mais a pessoa especial que está a passar por algo semelhante. Mas acredito que DEUS é grande e quem me conhece, sabe que eu faço parte dos lutadores. Para me deixar ir abaixo é preciso muito mais! De qualquer maneira, encontrei este texto da Madre Teresa e resolvi publicá-lo, porque considero que seja um "grito" para todos nós darmos mais valor à VIDA: