
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
AJUDA PARA A AGIR (COIMBRA)
Caros amigos,
terça-feira, 17 de novembro de 2009
LANCHE APAFF
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Ajudo animais que chegaram a confiar na fidelidade humana."
“Ajudo animais que chegaram a confiar na fidelidade humana…”
Um eterno amigo dos animais. Com os seus quase 80 de idade, Arnaldo Lopes compra, cozinha e distribui diariamente comida a cães e gatos abandonados, em diversos pontos da Arrábida e da cidade.
Teodoro João

red.teodoro@osetubalense.pt
Uma rotina diária, ao final das manhãs. A reportagem de «O Setubalense» acompanhou num destes dias Arnaldo Lopes em mais uma acção de solidariedade para com animais abandonados, espalhados pela serra da Arrábida. Ao final da tarde faz outra ronda, nalguns espaços da cidade, onde distribui comida a cães e gatos igualmente abandonados. Entre a sua oficina e casa, possui dez cães, todos salvos da rua.
O porta-bagagem do seu velhinho carro é uma espécie de restaurante ambulante. “Já podia ter trocado de carro, mas prefiro gastar dinheiro com os animais,” atira com indisfarçável humildade. Todos os dias, parte para a ronda repleto de comida, diversificada e já dividida, para distribuir pelas dezenas de cães e gatos espalhados em locais estratégicos da Arrábida, mais precisamente entre a Comenda e a zona da Secil.
“Isto é carne de frango (coxas e asas) que eu compro, aos domingos, cerca de 100 quilos. Depois, todos os dias cozo uma panela grande, juntamente com massas e venho distribuir nestes locais.” começou por explicar o senhor Arnaldo Lopes, antigo sócio da empresa “Coelho e Lopes, Lda”, e que continua a trabalhar na sua oficina de serralharia, sita na Fonte Nova.
“Sabe, sou uma pessoa incapaz de matar uma aranha, osga ou mesmo um rato. Entendo que todos os animais têm uma função e razão de existência. Respeito muito a vida,” divagou o nosso interlocutor, antes da primeira paragem, nas imediações da Secil, onde já o esperavam uma dúzia de gatos, que evidenciaram alegria ao som do trabalhar do carro. Carne de frango cozida, ração para gatos e tigelas para a água.
Este hábito vem de muito longe, logo após o 25 de Abril de 1974, época em que este senhor deu aulas práticas de serralharia mecânica e teóricas de matemática industrial, na fábrica da Secil. “Por este caminho sempre houve animais abandonados, comecei a trazer-lhes comer, até hoje, faça sol ou chuva, porque os animais comem todos os dias como nós, não é verdade?”
A visita matinal tem paragem em seis locais estratégicos, à beira da estrada, onde há sempre sinais de espera animal por quem lhes vai matar a fome. “Esta cadelita pariu há duas semanas. Tem os filhos ali para dentro mas ainda não os vi,” diz Arnaldo Lopes numa das paragens. Noutra, outros três cães também esperavam pela refeição diária.
Em todas as paragens, deposita comida e verifica a água, por entre giestas ou canaviais. “O problema é que alguns dos bichos morrem na estrada. Este ano já apanhei cinco atropelados. Trago sempre sacos pretos para esses casos,” acrescenta.
O senhor Arnaldo diz-se consciente de que a sua atitude “não é bem vista” por toda a gente. “Sinto-me melhor assim que estar sentado o dia inteiro numa taberna ou banco de jardim. A minha preocupação não é o que podem pensar de mim, mas sim do que será feito destes animais quando eu não poder vir tratar deles…”
Arnaldo Lopes não esquece aquelas imagens de cães bonitos, de coleira ao pescoço, mas tristes e abandonados à beira da estrada, esperando pelos donos. “Sabe, os animais pensam sempre que o dono há-de voltar, mas já entenderam que eu sou uma instituição para eles…” rematou.
Um caso marcante, junto à Secil:
“A cadela foi para o canil e salvei os oito cachorrinhos”
Um caso que marcou Arnaldo: uma cadela pariu oito cães, por si salvos, perto da fábrica da Secil, porque a progenitora foi recolhida pelo canil. Ainda hoje, tem três desses animais.
Oito cães bebés foram descobertos por Arnaldo Lopes, há cerca de três anos, perto da Secil. Este eterno amigo dos animais soube que a “carroça dos cães” havia recolhido a cadela progenitora, e não descansou enquanto não encontrou as crias.
Graças à sua persistência, conseguiu descobrir os indefesos canídeos, dos quais ainda hoje mantém três na sua oficina.
“Trouxe os oito cachorrinhos para casa. Eu, a mulher e filha, demos biberão aos bichinhos”, recorda Arnaldo que diz ter contactado a associação de defesa animal ‘Sobreviver’, da qual é sócio, no sentido de recuperar a cadela do canil, para dar de mamar aos filhos, o que foi conseguido.
“Já os canitos estavam criados, a cadela mãe acabou por morrer,” lembra. Entretanto, a referida associação conseguiu donos “para alguns deles, e auxiliou-me no processo de esterilização das três cadelas que continuam comigo, na minha oficina na Fonte Nova.”
Com as sucessivas gerações de animais abandonados, e por si alimentados, Arnaldo chega a pensar na sua idade: “Já não sou novo, caminho para os 80. O que será destes animais quando eu deixar de poder vir aqui? Coitadinhos, nem quero pensar nisso…”
As vasilhas de plásticos - umas com asas, outras com coxas de frango, outras ainda com ração para gatos e cães – fazem parte da azáfama deste senhor. Afinal de contas, é mais um final de manhã, como todas as outras na vida do benfeitor Arnaldo Lopes. Porventura, o único amigo de muitos destes animais que um dia já conheceram alguém a quem confiaram a sua fidelidade.
T.J.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
MACACOS, ELEFANTES, LEÕES E TIGRES PROIBIDOS NOS CIRCOS
A exibição de animais nos circos tem os dias contados. Uma nova lei proíbe a compra de macacos, elefantes, leões ou tigres e impede a reprodução dos animais existentes nos circos.
A portaria 1226/2009, publicada hoje e que entra em vigor na terça-feira, divulga uma lista de espécies consideradas perigosas, pelo seu porte ou por serem venenosas, que só podem ser detidas por parques zoológicos, empresas de produção animal autorizadas e centros de recuperação de espécies apreendidas. Os circos não fazem parte da lista de excepções, assim como as lojas de animais, que também ficam proibidas de vender cobras de grande porte ou venenosas, algumas aranhas ou lagartos. Entre as espécies cuja detenção passa a ser proibida pela nova lei - excepto para os zoológicos e as entidades autorizadas - incluem-se todas as espécies de primatas, de ursos, de felinos (excepto o gato), otárias, focas, hipopótamos, pinguins ou crocodilos. A proibição abrange ainda, na classe das aves, todas as avestruzes, e, na dos répteis, as tartarugas marinhas e as de couro, assim como serpentes, centopeias e escorpiões. No preâmbulo do diploma, o Ministério do Ambiente justifica a nova lei com motivos relacionados com a conservação dessas espécies, com o bem-estar e saúde dos exemplares e também com a garantia de segurança, do bem-estar e da comodidade dos cidadãos “em função da perigosidade, efectiva ou potencial, inerente aos espécimes de algumas espécies utilizadas como animais de companhia”. A portaria ressalva a situação dos espécimes já detidos aquando da entrada em vigor da lei, na terça-feira, bem como dos híbridos dele resultantes, que devem ser registados no Instituto da Conservação da natureza e Biodiversidade (ICNB) no prazo de 90 dias. Os detentores de espécimes das espécies listadas no diploma têm de ser maiores de idade e fazer o registo no ICNB. O diploma determina ainda que não é “permitida a aquisição de novos exemplares nem a reprodução daqueles que possuam no momento do registo”.
OS OLHOS DOS TIGRES...
(Por Manuel António Pina. In “Jornal de Notícias”, 21 de Outubro de 2009, http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Manuel Ant%F3nio Pina)
Quando era criança e me levavam ao circo, o que mais me afligia eram os olhos dos tigres. Os olhos assustados e resignados dos macacos, os olhos sem vida de leões e elefantes, os dos cavalos aos círculos na pista, rasos e desorbitados como os dos cavalos dos carrosséis, os das esquálidas pequenas trapezistas, metidas em surrados fatos de lantejoulas e fixando vaziamente um ponto abstracto acima das nossas cabeças enquanto agradeciam, hirtas, os aplausos, entristeciam-me.
Mas nos dos tigres havia impotência e orgulho ferido, como se estivessem enclausurados dentro de si e não coubessem dentro de si. Sentia que nos desprezavam e que desprezavam a parte de si que, às ordens do domador, subia e descia ridículos escadotes ou saltava mecanicamente através de arcos em chamas. E culpava-me por assistir ao penoso espectáculo da sua humilhação, imaginando que deviam (com razão) odiar-nos. A lei que finalmente aponta para o fim do abuso de animais nos circos acaba com um espectáculo tão humilhante para os animais quanto para quem (como acontece igualmente nas touradas) se compraz com a sua humilhação.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
ALEMANHA - SOPA DOS POBRES PARA ANIMAIS
(In “Público”, 22 de Setembro de 2009, http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1401769)
Há cães grandes como um labrador e pequenos como um pekinois . Há pastores-alemães, jack russel ou rafeiros. Os donos, tal como os animais, são todos diferentes: idosos, mulheres jovens, homens, famílias, grupos de punks com meias rasgadas. Uns estão desempregados, outros doentes ou sem abrigo, bastantes reformados: pessoas que, por uma razão ou por outra, ficaram sem o rendimento habitual e recorrem à Tiertafel, uma espécie de sopa dos pobres para os animais.
Na antiga escola de Treptow, uma zona de Berlim Leste bastante periférica, dezenas de pessoas esperam a sua vez com mochilas e sacos para levar ração e biscoitos, e não só para cães e gatos: o banco alimentar tem comida para pássaros, hamsters, porquinhos da Índia... "e agora até temos um cavalo", diz Mike Schäfer, um dos voluntários. Antes de receberem a comida, os donos dos animais tiveram de se registar, mostrando comprovativos de rendimento - pensões de reforma, subsídio de desemprego ou outras prestações sociais. Outra condição é que não tenham acabado de adquirir o animal.
A sopa dos pobres dos animais abriu em Berlim em Outubro de 2008, e há já outras iniciativas em várias cidades alemãs. Em Berlim são ajudados uns 800 donos com cerca de 2125 animais; a nível nacional são oito mil donos.
Cada sábado, cerca de dez voluntários estão na antiga escola para ajudar a distribuir os cerca de 900 quilos de comida que vêm de doações das empresas que produzem comida de animais - "quando vêem que o prazo está quase a acabar e já não podem vender dão-nos", explica Mike Schäfer. Também há muitas doações individuais, em comida, trelas, brinquedos, tudo e mais alguma coisa. Com a crise, muitas pessoas deixam de ter hipótese de tratar os seus animais, e cada vez mais são abandonados. A ideia da Tiertafel é que as pessoas que perderam o rendimento habitual - e passaram a contar só com os 350 euros do subsídio de desemprego - possam manter os seus animais.
Claudia, uma mulher de 50 anos que parece mais jovem sobretudo por causa do cabelo meio rasta - embora discreto, apanhado no alto da cabeça - e que prefere não dizer o apelido, está nesta posição: de um emprego normal passou a receber a ajuda do Estado para desempregados de longa duração - 350 euros, para os desempregados de curta duração o subsídio é bastante maior - e isso não é suficiente. Confessa que alimenta o seu cão com a ração que vai levar daqui e com restos de carne que os supermercados deitam fora, um dia após o fim do prazo.
Tommy Pohle, um engenheiro informático magro de óculos redondos e postura zen, conta que o trabalho que faz já não lhe dá o suficiente para si, a mulher, que entretanto ficou doente, os dois filhos, a cadela e o gato. A Tiertafel faz com que consiga manter os animais bem alimentados. "Temos ajuda do Estado, claro, mas não chega para tudo", sorri, olhando para a cadela. Foi afectado pela crise? "Bem, sem dúvida que há dois anos estava muito melhor."
Veterinário também
"Não tenho emprego e o cão tem de comer", resume Lutz Klimpel, um outro engenheiro informático de rabo de cavalo grisalho e chapéu de abas, que tenta controlar um pastor-alemão especialmente enérgico. "Ajuda muito, são 20 ou 30 euros por mês que poupo - e sem emprego é preciso poupar em tudo."
Sabine Guthke é mais jovem mas está com o mesmo problema de desemprego já há dois anos. "Antes pintava paredes mas agora não há trabalho por causa da crise", diz. "Não temos muito dinheiro para tratar dos animais" - ela tem um cão e um gato - "assim é muito bom podermos ter a comida". E há ainda um veterinário que vem de vez em quando, uma vantagem preciosa, diz Sabrine: "Mas espero não ter de vir cá sempre. Espero conseguir um trabalho depressa e poder passar a ter dinheiro para tratar deles". Mas Sabine não tem grandes expectativas de que as eleições de domingo tragam alterações. "Vou votar, mas não vai mudar grande coisa". Também o informático Klimpel diz que os partidos estão "cada vez mais iguais", e "a grande coligação vai manter-se e não vai necessariamente fazer grande coisa". Claudia gostava que "as coisas mudassem" e que houvesse uma coligação vermelho-vermelho verde (sociais-democratas, Die Linke, Verdes), a única que iria "atacar os bancos que nos puseram nesta embrulhada".
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
HOMENAGEM ÀS NOSSAS MÃES - FANTÁSTICO!!!
MÃES DE ANTIGAMENTE
LUTO CONTRA O ABANDONO

APÓS LONGA AUSÊNCIA....

A Kikas fugiu de casa no dia 18 de Agosto à noite da Rua do Pinheiro, nas Meãs do Campo (entre Tentúgal e Montemor-o-Velho). Pesa cerca de 2 kg e tem pêlo longo castanho e dourado. É uma cadelinha muito sociável e muito saltitona. Gosta muito que lhe atirem uma bola para ir buscar. Adoro miminhos e estar ao colinho. Foi encontrada no contentor do lixo, tinha ela horas de vida. Alimentá-mo-la a biberão, demos-lhe muito mimo e carinho... Sentimos muito a falta dela e o dono pequenino também. Por favor, ajudem-nos. Se virem a Kikas ou souberem de alguma informação sobre o seu paradeiro, por favor, contactem o número 969 207 402 ou 969 207 409. ana.costa.tomas@sapo.pt
A Kikas foi entregue ontem aos donos por um morador no Bairro Norton de Matos em Coimbra. Como ela lá foi parar ... isso ninguém sabe. O que interessa é que ela está sã e salva junto da sua família!
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
PERDIDO NAS ALHADAS-FIGUEIRA DA FOZ
segunda-feira, 20 de julho de 2009
DIÁRIO DE UM CÃO
Hoje faz uma semana que nasci! Que alegria ter chegado a este mundo!
A minha mãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar!
Hoje separaram-me da minha mãe. Ela estava muito inquieta e com os seus olhos disse-me adeus como que esperando que a minha nova “família humana” cuidasse bem de mim, como ela havia feito.
Cresci muito rápido. Tudo chama à minha atenção. Existem crianças na casa, são como “irmãozinhos”.
Hoje castigaram-me. A minha dona zangou-se porque fiz xixi dentro de casa... Mas nunca me disseram onde eu deveria fazer. E como durmo na marquise, não aguentei!
Sou um cão feliz. Tenho o calor de um lar, sinto-me seguro e protegido... Creio que a minha família humana me ama muito... Quando estão a comer convidam-me também. O pátio é só para mim e eu estou sempre a fazer buracos na terra, como os meus antepassados lobos, quando escondiam comida. Nunca me educam! Seguramente porque nada faço de errado!
Hoje completei um ano. Sou um cão adulto e os meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulhosos devem estar de mim!!!
Como me senti mal hoje... O meu “irmãozinho” tirou-me a minha bola. Como nunca toco nos seus brinquedos, fui atrás dele e mordi-o, mas como os meus dentes estão muito fortes, magoei-o sem querer. Depois do susto, prenderam-me e quase não me posso mover para tomar um pouco de sol. Dizem que sou ingrato e que me vão deixar em observação (certamente não me vacinaram)... Não entendo o que está a acontecer.
Tudo mudou... vivo preso no pátio... na corrente... Sinto-me muito só.... a minha família já não me quer... às vezes esquecem-se que tenho fome e sede e quando chove não tenho tecto para me tapar.
Hoje tiraram-me a corrente. Pensei que me tinham perdoado...Fiquei tão contente que dava saltos de alegria e o meu rabo não parava de abanar. Parece que vou passear com eles. Entrámos no carro e andámos um grande bocado. Quando pararam, abriram a porta e eu desci a correr, feliz, crendo que era um dia de passeio no campo. Não entendo porque fecharam a porta e se foram embora... “Esperem!!!” – Lati. Esqueceram-se de mim! Corri atrás do carro com todas as minhas forças... a angustia aumentou ao perceber que o carro se afastava e eles não paravam. Tinham-me abandonado...
Procurei em vão encontrar o caminho de volta a casa. Sento-me no caminho, estou perdido e algumas pessoas de bom coração olham-me com tristeza e dão-me de comer... Eu agradeço com um olhar do fundo da minha alma. Porque não me adoptam? Eu seria leal como ninguém. Porém apenas dizem “Pobre cãozinho, deve estar perdido.”.
No outro dia passei por uma escola e vi muitas crianças e jovens como os meus “irmãozinhos”. Cheguei perto deles e um grupo, aos risos, atirou-me uma chuva de pedras – para ver quem tinha melhor pontaria. Uma dessas pedras atingiu um dos meus olhos, e desde então não vejo.
Parece mentira, mas quando eu estava mais bonito as pessoas compadeciam-se mais de mim... Agora que estou mais fraco, com aspecto mudado... perdi o meu olho, as pessoas tratam-me aos pontapés quando pretendo deitar-me à sombra.
Quase não me posso mexer. Hoje ao atravessar a rua por onde passam os carros, um deles atropelou-me. Pelo que sei estava num lugar seguro chamado sarjeta, mas nunca me vou esquecer do olhar de satisfação do motorista ao faze-lo. Oxalá me tivesse morto... Porém só me partiu as pernas. A dor é terrível, as minhas patas traseiras não me respondem e com dificuldade arrastei-me até uma moita de ervas completamente fora da estrada. Não me posso mover, a dor é insuportável, nunca me abandona. Sinto-me muito mal, estou num lugar húmido e parece que o meu pêlo está a cair. Algumas pessoas passam e não me vêem; outras dizem “Não te aproximes”. Já estou quase inconsciente. Porém uma força estranha fez-me abrir os olhos. A doçura da sua voz fez-me reagir. “Pobre cãozinho, como te deixaram”, dizia. Junto a ela estava um senhor de roupa branca que começou a tocar-me e disse “Minha senhora, infelizmente este cão não têm remédio que o salve, o melhor é que deixe de sofrer”.A gentil senhora consentiu com os olhos cheios de lágrimas. Como pude, mexi o rabo e olhei para ela, agradecendo por me ajudar a descansar... Senti somente a picada da injecção e dormi para sempre, pensando em porque nasci se ninguém me queria...
Ah, ganda Sócrates !!!
tp://futebolar.portugalmail.pt/artigo/20070424/portugal-ofereceu-estadio-a-cidade-palestiniana-de-al-kahder
O novo estádio da cidade de Al-Kahder, nos arredores de Belém, na Cisjordânia, cuja construção foi financiada por Portugal, através do Instituto Português de Cooperação para o Desenvolvimento, vai ser inaugurado na próxima segunda-feira. O recinto custou dois milhões de dólares, tem capacidade para seis mil espectadores, é certificado pela FIFA e dispõe de piso sintético e iluminação. Acerimónia de inauguração abrirá com uma marcha de escuteiros locais, conduzindo as bandeiras de Portugal e da Palestina, e a execução dos respectivos hinos nacionais.
Já fechámos urgências, maternidades, centros de saúde e escolas primárias, mas oferecemos um estádio à Palestina.
Devíamos fechar o Hospital de Santa Maria e oferecer um pavilhão multiusos ao Afeganistão. A seguir fechávamos a cidade universitária e oferecíamos um complexo olímpico (também com estádio) à Somália e por último fechávamos a Assembleia da República e oferecíamos os nossos políticos aos crocodilos do Nilo.
DIVULGUEM PARA SABEREM O QUE FAZ O GOVERNO COM OS NOSSOS IMPOSTOS.
SILÊNCI SELVAGEM - MIGUEL ESTEVES CARDOSO
quinta-feira, 9 de julho de 2009
MICHAEL JACKSON
Cá estou...
quarta-feira, 29 de abril de 2009
PARA ADOPÇÃO
terça-feira, 28 de abril de 2009
SUSAN BOYLE
Ora vejam, vale a pena: http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo
quinta-feira, 23 de abril de 2009
A VIDA...

quinta-feira, 16 de abril de 2009
BANCO ALIMENTAR ANIMAL - Artigo do jornal Destak
Os advogados do Banco Alimentar Contra a Fome instaram o Banco Alimentar Animal a mudar de nome por considerarem que a designação escolhida «se aproveita da notoriedade e imagem» da instituição que representam.
Banco Alimentar Contra a Fome acusa Banco Alimentar Animal
10 04 2009
Os advogados do Banco Alimentar Contra a Fome instaram o Banco Alimentar Animal a mudar de nome por considerarem que a designação escolhida «se aproveita da notoriedade e imagem» da instituição que representam.
Destak/Lusa destak@destak.pt
Ana Ribeiro, fundadora do Banco Alimentar Animal - que desde Dezembro distribui comida, agasalhos e medicamentos aos cães e gatos mais desamparados - confirmou a recepção, na quarta-feira, de um e-mail dos advogados do Banco Alimentar Contra a Fome, a que a agência Lusa teve acesso.
Na mensagem, os advogados Tomás Vaz Pinto e Vasco Stilwell d’Andrade afirmam que as similaridades entre os dois bancos alimentares passam pela utilização «da mesma cor e de um domínio semelhante» na Internet e levam várias pessoas a dirigirem-se ao Banco Alimentar Contra a Fome pensando tratar-se do Banco Alimentar Animal.
A alegada confusão «poderá ofender os milhares de dadores e voluntários do Banco Alimentar Contra a Fome», que podem associar a iniciativa do Banco Alimentar Animal à actividade do Banco Alimentar contra a Fome, «criando ainda a ideia de que a contribuição e ajuda das pessoas mais carenciadas [sic] se poderá equiparar ao apoio a animais, o que não é aceitável», sustentam os causídicos no mesmo e-mail.
Questionada pela Lusa sobre esta mensagem, Ana Ribeiro, de 29 anos, declarou não ter «nenhuma pretensão de colagem ao Banco Alimentar Contra a Fome», para o qual - assegurou - costuma contribuir, «tal como diversos voluntários da associação, alguns dos quais também já fizeram voluntariado naquela instituição».
«Nós fomos ao site do Instituto Nacional da Propriedade Industrial para registar o nome e verificámos que o Banco Alimentar Animal tinha 25 por cento de igualdade com outros nomes, mas nenhum era o Banco Alimentar Contra a Fome», garantiu, assinalando que, «quando há mais de 85 por cento de semelhanças nem é possível registar a marca».
No que respeita à escolha do azul, «deveu-se ao facto de ser uma cor neutra», e quanto aos endereços, «não é fácil confundir www.bancoalimentar.pt (um site) com www.bancoalimentar-animal.blogspot.com (um blog)», afirmou Ana Ribeiro, rebatendo duas das coincidências apontadas pelos advogados.
«O logótipo também é muito diferente pois o nosso é um rectângulo arredondado nas pontas com um cão e um gato em cima e a frase 'Seja da espécie que ajuda', enquanto o deles tem duas pessoas a formar um 'B' e um 'A'», argumentou a responsável, assinalando ainda que «o que estará registado é o nome 'Banco Alimentar Contra a Fome', não a expressão 'Banco Alimentar'».
«Ficámos chocados com a atitude do Banco Alimentar Contra a Fome. Eu sou publicitária e não estamos a fazer concorrência - se é que podemos usar o termo 'concorrência' ao falar de solidariedade - nem há aqui qualquer deslealdade, pois não estamos a roubar nada. Nós recebemos comida para animais, não para pessoas», sublinhou.
Na mensagem, os advogados solicitam ao Banco Alimentar Animal que «proceda de imediato (e nunca para além do dia 15 de Abril de 2009) à alteração do nome para uma designação que não colida» com a do Banco Alimentar Contra a Fome, bem como «à supressão do mesmo em todo o material publicitário que possuem».
Se a organização não acatar o pedido, não hesitarão «em recorrer a todos os meios legais para repor a legalidade e defender os direitos do Banco Alimentar contra a Fome, dos seus dadores e colaboradores voluntários», lê-se na mesma mensagem.
Perante isto, o Banco Alimentar Animal decidiu alterar o nome para Projecto de Ajuda Alimentar Animal, estando também a mudar os endereços e a linha gráfica do seu espaço na Internet.
«Não temos um gabinete de advogados de renome, mas há pessoas de Direito entre os voluntários e aconselharam-nos a não entrarmos numa guerra que não teríamos como custear», reconheceu Ana Ribeiro, lembrando que a instituição que fundou «não recebe donativos em dinheiro, só em géneros».
Apesar de ter cedido para evitar o contencioso, a responsável faz questão de esclarecer que não vê motivo para que as duas entidades se confundam, pois apenas partilham o conceito «como sucede quando alguém abre um café numa rua e outra pessoa abre outro mais adiante», não sendo isso motivo de litígio.
Ana Ribeiro sublinhou também que alguns voluntários e simpatizantes da associação, «consternados com o sucedido», ponderam cessar as suas contribuições para o Banco Alimentar Contra a Fome, «o que não deve acontecer, pois, independentemente desta atitude, as pessoas passam fome na mesma e todos os dias».
«Somos a favor dos animais, não a desfavor das pessoas. A ajuda e o bom coração não são estanques», sublinhou, acrescentando que faz sentido existir uma entidade como a que fundou pois, em 2008, «em apenas seis meses foram abandonados 50 mil animais em Portugal».
Sobre este assunto, a agência Lusa tentou ouvir os advogados Tomás Vaz Pinto e Vasco Stilwell d’Andrade, mas os escritórios da sociedade Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e associados encerraram durante a tarde devido à quadra pascal.
Infrutíferas se revelaram igualmente as tentativas de contacto com a sede do Banco Alimentar Contra a Fome, em Lisboa, e com a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, Isabel Jonet.
http://www.destak.pt/artigos.php?art=26416
quinta-feira, 2 de abril de 2009
AGIR PELOS ANIMAIS - COIMBRA
É com enorme gratidão e profundo reconhecimento que a Associação Agir pelos Animais vem desta forma agradecer a pronta colaboração dos Bombeiros Voluntários de Coimbra nesta causa, disponibilizando o seu espaço e com muito boa vontade receber donativos em géneros para posteriormente serem recolhidos pela e para os animais ao cuidado da AGIR. Assim, se puder contribuir com:
quarta-feira, 1 de abril de 2009
O BAA JÁ É NOTÍCIA!
noticia da Lusa sobre o BAA no Universo Sic : Expresso e Visão
Postado por BANCO ALIMENTAR ANIMAL às Segunda-feira, Março 30, 2009 0 comentários
BAA no Sapo Noticias
O nosso Obrigado a Sapo por ter divulgado o nosso projecto
Postado por BANCO ALIMENTAR ANIMAL às Segunda-feira, Março 30, 2009 0 comentários
Domingo, 29 de Março de 2009
BAA na SIC
Mantimentos, cobertores, medicamentos ou brinquedos
Cães e gatos recebem ajuda de Banco Alimentar dos Animais
Têm quatro patas, bigodes, muito pêlo, feitios mais ou menos difíceis e a ajuda do Banco Alimentar dos Animais (BAA), que, desde Dezembro, entrega mantimentos, cobertores, medicamentos ou brinquedos aos cães e gatos mais desamparados.Alguns têm nomes retirados do nosso imaginário infantil, como o Zorro, a Godzilla, o Golias, a Barbie ou a Cindy, outros são confundidos com aristocratas como o Marquês, outros têm nomes originais como a Maria Azeitona ou a Maria Seara e outros ainda, como o Romeu e a Julieta, lembram-nos que nem todas as histórias têm um final feliz.
Blogue do Banco Alimentar de Animais Todos estes, e muitos outros, foram acolhidos pela Focinhos e Bigodes, uma pequena associação para a protecção de cães abandonados que luta todos os dias para lhes dar um lar e que conta agora com uma ajuda extra. "É sempre importante ter a ajuda do BAA, porque nós vivemos dos sócios, que neste momento ainda são poucos, das campanhas que vamos fazendo e das coisas que as pessoas vêm cá oferecer, e a campanha alimentar é importante porque algum dinheiro que nós conseguimos angariar é para as esterilizações, para os remédios ou para os veterinários", disse à Lusa uma das responsáveis pela associação, Ester Tenreiro. O espaço, existente há seis anos em São Domingos de Benfica, em Lisboa, é pequeno e já está cheio com os 60 cães que a associação foi entretanto recolhendo das ruas. O lar provisório destes animais são várias boxes que têm vindo a ser recuperadas muito à custa do trabalho de todos os voluntários da Focinhos e Bigodes. "A maior dificuldade da associação é a situação financeira, principalmente, porque para termos isto e a Câmara deixar que isto continue, temos de ter muitas condições e é o que temos estado a fazer com estas obras para depois termos uma aprovação e podermos continuar", explicou Ester Tenreiro, sublinhando que a alimentação e os cuidados médicos com os animais são o que mais pesa no orçamento da associação. Um trabalho que conta agora com a ajuda do Banco Alimentar dos Animais, criado em Dezembro do ano passado com o propósito de angariar alimentos para todos os cães e gatos que, com particulares ou em associações, precisem de ajuda. "Esta ideia surgiu entre mim e a Ana Ribeiro, do Porto, numa conversa, porque tínhamos a ideia do Banco Alimentar Contra a Fome, que era uma ideia interessante, mas ligado com os animais, ou seja, distribuição de ração", explicou à Lusa o co-fundador do BAA, durante a entrega de alimentos e cobertores à Focinhos e Bigodes. De acordo com João Pedro Valente, apesar do BAA só existir há pouco mais de dois meses, já conseguiu entregar mais de 1.300 quilos de ração em 33 ajudas a associações e particulares e conta já com a ajuda de 91 voluntários espalhados de norte a sul do continente e nas ilhas. "O nosso principal objectivo é a criação de um stock ao longo de um mês e depois ir distribuindo pelas várias associações", frisou.A recolha desses mantimentos é feita, para já, só com a ajuda de donativos de particulares porque o BAA ainda não é oficialmente uma associação. "Recebemos a maior parte dos donativos de particulares que entregam a vários voluntários que estão estipulados numa lista no nosso blogue, mas também através de pontos de recolha, já que temos vários, em Lisboa, Porto e na Madeira", adiantou João Pedro Valente. Por isso, quem quiser ajudar cães e gatos, pode fazê-lo através do blogue do BAA.
AS PERGUNTAS DE MÁRIO CRESPO
Perguntas
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Porque é que o cidadão José Sócrates ainda não foi constituído arguido no processo Freeport? Porque é que Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos e José Sócrates não foi? Como é que, estando o epicentro de todo o caso situado num despacho de aprovação exarado no Ministério de Sócrates, ainda ninguém desse Ministério foi constituído arguido? Como é que, havendo suspeitas de irregularidades num Ministério tutelado por José Sócrates, ele não está sequer a ser objecto de investigação? Com que fundamento é que o procurador-geral da República passa atestados públicos de inocência ao primeiro-ministro? Como é que pode garantir essa inocência se o primeiro-ministro não foi nem está a ser investigado? Como é possível não ser necessário investigar José Sócrates se as dúvidas se centram em áreas da sua responsabilidade directa? Como é possível não o investigar face a todos os indícios já conhecidos? Que pressões estão a ser feitas sobre os magistrados do Ministério Público que trabalham no caso Freeport? A quem é que o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público se está a referir? Se, como dizem, o estatuto de arguido protege quem o recebe, porque é José Sócrates não é objecto dessa protecção institucional? Será que face ao conjunto de elementos insofismáveis e já públicos qualquer outro cidadão não teria já sido constituído arguido? Haverá duas justiças? Será que qualquer outro cidadão não estaria já a ser investigado? Como é que as embaixadas em Lisboa estarão a informar os seus governos sobre o caso Freeport? O que é que dirão do primeiro-ministro de Portugal? O que é que dirão da justiça em Portugal? O que é que estarão a dizer de Portugal? Que efeito estará tudo isto a ter na respeitabilidade do país? Que efeitos terá um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates no rating de confiança financeira da República Portuguesa? Quantos pontos a mais de juros é que nos estão a cobrar devido à desconfiança que isto inspira lá fora? E cá dentro também? Que efeitos terá um caso como o Freeport na auto-estima dos portugueses? Quanto é que nos vai custar o caso Freeport? Será que havia ambiente para serem trocados favores por dinheiros no Ministério que José Sócrates tutelou? Se não havia, porque é que José Sócrates, como a lei o prevê, não se constitui assistente no processo Freeport para, com o seu conhecimento único dos factos, ajudar o Ministério Público a levar a investigação a bom termo? Como é que a TVI conseguiu a gravação da conversa sobre o Freeport? Quem é que no Reino Unido está tão ultrajado e zangado com Sócrates para a divulgar? E em Portugal, porque é que a Procuradoria-Geral da República ignorou a gravação quando lhe foi apresentada? E o que é que vai fazer agora que o registo é público? Porque é que o presidente da República não se pronuncia sobre isto? Nem convoca o Conselho de Estado? Como é que, a meio de um processo de investigação jornalística, a ERC se atreve a admoestar a informação da TVI anunciando que a tem sob olho? Será que José Sócrates entendeu que a imensa vaia que levou no CCB na sexta à noite não foi só por ter feito atrasar meia hora o início da ópera?
Nota: O Director de Informação da Antena 1 fez publicar neste jornal uma resposta à minha crítica ao anúncio contra as manifestações sindicais que a estação pública transmitiu. É um direito que lhe assiste. O Direito de Resposta é o filho querido dessa mãe de todas as liberdades que é a Liberdade de Expressão. Bem-haja o jornal que tão elevadamente respeita esse valor. É uma honra escrever aqui.
POEMA da 'MENTE'
"Há um primeiro-ministro que mente.
Mente de corpo e alma, completa/mente.
E mente de modo tão pungente,
Que a gente acha que ele mente sincera/mente.
Mas que mente, sobretudo, impune/mente...
Indecente/mente.
E mente tão habitual/mente,
Que acha que, história afora, enquanto mente,
Nos vai enganar eterna/mente."
sexta-feira, 27 de março de 2009
O HUMOR É QUE NOS SAFA
"We have Barak Obama, Stevie Wonder, Bob Hope, and Johnny Cash."
Respondem os portugueses:
"We have José Sócrates, No Wonder, No Hope, and No Cash."
INVERSÃO DE VALORES (Obrigatório Ler!)
APENAS UM CÃO
É apenas um cão... De vez em quando escuto alguém me dizer: - Pára com isso! É apenas um cão!Ou então: - Mas é muito dinheiro para se gastar com ele! É apenas um cão. Essas pessoas não sabem do caminho percorrido, do tempo gasto ou dos custos que significam "apenas um cão". Muitos dos meus melhores momentos foram trazidos por "apenas um cão". Por muitas horas em minha vida, minha única companhia era"apenas um cão", e eu não me sentia desprezada. Muitas de minhas tristezas foram amenizadas por "apenas um cão". E naqueles dias sombrios, o toque gentil de "apenas um cão"me deu conforto e motivo para seguir em frente. Se você também é daqueles que pensam que ele é "apenas um cão", com certeza deve entender bem expressões como "apenas um amigo", "apenas um nascer de sol", "apenas uma promessa". "Apenas um cão" deu à minha vida a verdadeira essência da amizade, da confiança, da pura e irrestrita felicidade. "Apenas um cão" faz aflorar a compaixão e a paciência que fazem de mim uma pessoa melhor. Por causa de "apenas um cão" eu me levanto cedo, faço caminhadas e olho com mais amor para o futuro. Porque para mim - e para pessoas como eu - não se trata de"apenas um cão", mas da incorporação de todos os sonhos e esperanças do futuro, das lembranças afectuosas do passado, da pura felicidade do momento presente. "Apenas um cão" faz brotar o que há de bom em mim e dissolve meus pensamentos e as preocupações do meu dia. Eu espero que algum dia algumas pessoas entendam que não é "apenas um cão", mas é aquilo que me torna mais humano e me permite não ser "apenas uma mulher". Então, da próxima vez em que você ouvir a frase "É apenas um cão", apenas sorria para essas pessoas porque elas apenas não entendem.
terça-feira, 17 de março de 2009
PORTUGAL A SAQUE
TRANSMITAM p.f.
eu acabo de cumprir a minha parte! Com o 9º ano, 50 anos de idade e reforma de mais de 3.000 €... só pode ser xuxa...
GRANDE ESCÂNDALO
A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo PS mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para € 2.000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao Expresso Vasco Franco. Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5.000 € da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 € de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (?????), e cerca de 250 € em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro. Contas feitas, o novo reformado Vasco Franco do PS, triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel. EU JÁ CUMPRI O MEU DEVER ...E TU?
É UMA VERGONHA, É TRISTE TER DE VIVER COM ESTES POLÍTICOS!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
ARTIGO DE MÁRIO CRESPO
J.N. 09/02/09
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
DO BLOG "O CADERNO DE JOSÉ SARAMAGO"
Susi
Fevereiro 19, 2009 by José Saramago
Pudesse eu, e fecharia todos os zoológicos do mundo. Pudesse eu, e proibiria a utilização de animais nos espectáculos de circo. Não devo ser o único a pensar assim, mas arrisco o protesto, a indignação, a ira da maioria a quem encanta ver animais atrás de grades ou em espaços onde mal podem mover-se como lhes pede a sua natureza. Isto no que toca aos zoológicos. Mais deprimentes do que esses parques, só os espectáculos de circo que conseguem a proeza de tornar ridículos os patéticos cães vestidos de saias, as focas a bater palmas com as barbatanas, os cavalos empenachados, os macacos de bicicleta, os leões saltando arcos, as mulas treinadas para perseguir figurantes vestidos de preto, os elefantes mal equilibrados em esferas de metal móveis. Que é divertido, as crianças adoram, dizem os pais, os quais, para completa educação dos seus rebentos, deveriam levá-los também às sessões de treino (ou de tortura?) suportadas até à agonia pelos pobres animais, vítimas inermes da crueldade humana. Os pais também dizem que as visitas ao zoológico são altamente instrutivas. Talvez o tivessem sido no passado, e ainda assim duvido, mas hoje, graças aos inúmeros documentários sobre a vida animal que as televisões passam a toda a hora, se é educação que se pretende, ela aí está à espera.

P. S.: Deixo aqui uma fotografia. Tal como em Barcelona há grupos – obrigado - que têm pena de Susi, na Austrália também um ser humano se compadeceu de um marsupial vitimado pelos últimos incêndios. A fotografia não pode ser mais emocionante.

Publicado em O Caderno de Saramago Comments Off
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Dinheiro Público em Portugal
Dinheiro Público em Portugal
por favor leiam com atenção para percebermos a crise no nosso país.
de 2009
Desajustes Directos em Portugal
Portugal, País de grandes tradições e brandos costumes... pelo menos é o que muitos pensam ser verdade... até abrirem os olhos. Para quem não é de cá, ou não sabe o que são os "ajustes directos", eu explico. Como gastar o dinheiro público é uma coisa que deve ser feita com muita responsabilidade, a maior parte dos fornecedores das entidades públicas é seleccionada por concurso público, onde vários fornecedores apresentam a sua melhor proposta, sendo depois escolhida a "melhor" em função de vários critérios (preço mais barato, serviços apresentados, etc.) No entanto, como se imagina, isto é impraticável de ser feito para tudo o que uma câmara municipal, faculdade, universidade, etc. tenha que comprar. E portanto, há coisas que são compradas directamente, a quem eles muito bem entenderem... e aparentemente, ao preço que muito bem lhes apetecer! E finalmente, graças ao portal da transparência, podemos ver finalmente onde e como esse dinheiro é gasto. Agora, expliquem-me, porque eu devo estar a ver mal, como é que se justifica:
Num País minimamente decente, eu deveria poder exigir que me devolvessem o valor pago em excesso, não? Mandava o link para a Faculdade de Letras de Lisboa, e exigia que me devolvessem os 4.000 e tal euros pagos a mais. (Se comprassem no Jumbo, teriam pago apenas 1.451 euros pelo mesmo número de rolos de papel higiénico.) Ó MEUS AMIGOS.... como é que é possível justificarem estas situações? Que, como se pode imaginar, não são as únicas. Se continuasse a pesquisar nunca mais parava - como por exemplo, os mais de 650 mil euros gastos em vinho tinto e branco em Loures. Leitores de Loures, não têm por aí nada onde estes 650 mil euros fossem melhor empregues??? É preciso ser doutor, ou engenheiro, ou ministro, ou criar uma comissão de inquérito, para perceber como o dinheiro dos nossos impostos anda a ser desperdiçado? Isto até me deixa doente... é mesmo deitar o dinheiro pela retrete abaixo (literalmente, no caso da Faculdade de Letras de Lisboa!) Querem mais? Divirtam-se no portal da transparência! Sugestões de pesquisa: viagens, viaturas, Natal...
E a reparação de 1 viatura da CM Viseu por 602.110,00€ = 120 mil contos
Actualizado em 2009-01-14 : Parágrafo introdutório sobre o que são os Ajustes Directos, e mais algumas pérolas dos gastos com dinheiro público.
Publicada por Carlos Martins em 23:50
Etiquetas: Ajuste Directo, Portugal
Local: Portugal